terça-feira, 24 de março de 2015

A etimologia das palavras



Em uma das minhas vídeo aulas da Univesp, o professor Gabriel Perissé nos apresenta a importância de conhecer a etimologia das palavras para a produção de texto. Etimologia é a parte da gramática que trata da história ou origem das palavras e da explicação do significado de palavras através da análise dos elementos que as constituem. Em outras palavras, etimologia é o estudo da composição dos vocábulos e das regras de sua evolução histórica. A própria palavra etimologia vem do grego ἔτυμον (étimo, o verdadeiro significado de uma palavra, de 'étymos', verdadeiro) e λόγος (lógos, ciência, tratado).

Na própria Bíblia, em Genesis, foi dada ao homem a tarefa de designar nomes aos animais, mostrando o poder linguístico do ser humano de poder nomear as coisas:


19De­pois que formou da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu, o Senhor Deus os trouxe ao homem para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a cada ser vivo, esse seria o seu nome. 20As­sim o homem deu nomes a todos os rebanhos domésticos, às aves do céu e a todos os animais selvagens. Todavia não se encontrou para o homem alguém que o auxiliasse e lhe correspondesse.

Genesis, 2:19- 20.

Em seu blog, Gabriel Perissé traz inúmeros exemplos da origem e significado das palavras. Um de seus exemplos está a origem da palavra gari. Conhecemos o gari como o sujeito que faz a limpeza urbana. Rio de Janeiro do século XIX estava crescendo e se desenvolvendo. Paralelamente, o lixo urbano também, principalmente pela grande quantidade de estrume de cavalo deixado nas ruas. Para solucionar o problema, o Ministério Imperial contratou uma empresa especializada em limpeza urbana chamada Alexis Gary Cia. Seu dono, Pierre Alexis Gary, empregava pessoas uniformizadas para varrerem e coletarem o lixo urbano. A turma do Gary fez sucesso e acabou conhecidos como gari. Existem outros exemplos interessantes em seu blog.

Para finalizar, assim como na Teoria da Evolução, os seres vivos nascem, se desenvolvem, tem um apogeu e muitas vezes morrem, podemos pensar nas palavras usadas em nosso dia que elas também passaram por este ciclo de nascimento, desenvolvimento e morte, seja por desuso ou pela extinção de uma língua.

REFERENCIAS:
 PERISSÉ, G. Os garis estão chegando. Disponível em: http://palavraseorigens.blogspot.com.br/. Acesso em 14/09

ORIGEM DAS PALAVRAS: SITE DE ETIMOLOGIA. Disponível em: http://origemdapalavra.com.br/site/. Acesso em 14/09/14.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Interestelar: uma viagem (im)possível?

Há tempos não assistia um filme  tão "reflexivo". Ontem assisti o Interestelar, escrito por Jonathan Nolan e dirigido pelo seu irmão Chistopher Nolan depois de Spielberg recusar a direção. Christopher Nolan é conhecido por dirigir Batman Begins (2005), Cavaleiro das Trevas (2008) e O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012), além de outras super-produções como A Origem (2010) e o Homem de Aço (2013).
Kip S. Thorne

Apesar de ficção científica, o roteiro foi baseado no livro de Kip S. Thorne, físico teórico norte-americano, especialista em ondas gravitacionais e co-autor do livro Gravitation e ainda grande pesquisador no campo da Relatividade de Einstein, Buraco Negro (Gargantua), Buraco de Minhoca e deformação de espaço-tempo. Aquele robô (no filme) desativado no planeta gelado, chamado KIPS é em sua homenagem!!

O que você faria se pudesse sair em uma viagem espacial, entrar em um Buraco de Minhoca, chegar a uma galáxia muito distante e quando, para você, tivesse gasto 3 horas de expedição, aqui na Terra teriam passado 20 anos? O que faria se pudesse sair em uma expedição espacial, deixando sua filha de 10 anos e quando retornasse, após 2 anos, encontraria com a mesma idade de quando partiu?

Loucura? Seria possível? Teoricamente, a resposta é SIM!! Esta seria a viagem no tempo. Como dito no filme, o tempo pode ser esticado ou encurtado, mas nunca regredido!! Na história, após os astronautas cruzarem o Buraco de Minhoca, eles chegam a um sistema planetário regido por um Buraco Negro, onde há pelo menos três planetas potencialmente habitáveis. Entretanto, a influência da gravidade deste Buraco negro é extremamente forte o que faz com que uma hora gasta neste sistema equivaleria a 7 anos terrenos. Segundo Gustavo Rojas, astrônomo da Universidade Federal de São Carlos, este efeito de dilatação temporal é real e já foi comprovado usando a Teoria da Relatividade de Einstein o qual mostrou que o tempo e espaço estão interligados onde a força da gravidade é capaz de distorcer os dois.
Exemplo da formação de um buraco de minhoca

Mas o que é o tempo? Um evento psicológico? Uma sensação derivada da transição de movimentos? As rugas em nossos rostos? A quarta dimensão do continuum espaço tempo do Universo idealizada pelo físico alemão Albert Einstein? Difícil definir, não? Para John Wheeler (físico americando), "Tempo é jeito que a natureza deu para não deixar que tudo aconteça de uma vez só" .

De qualquer forma, recomendo este longa de ficção científica (um gênero que sempre gostei) que apresenta diversas influências de outras obras de mesmo gênero, tais como: 2001, uma Odisséia no espaço (1968) (quem não identificou o robô TARS com o monolito de 2001, Uma odisseia no espaço?) , Guerra nas Estrelas (1977), Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977), Alien, o Oitavo Passageiro (1979) e Blade Runer, o caçador de androide (1982) e ainda o Planeta dos Macacos (1968)

Os robôs TARS e CASE comparado com o Monolito de 2001 Uma Odisséia no Espaço de S. Kubrick
Acredito que esta tenha sido a obra mais ousada de Nolan, uma vez que o elenco deste longa soube entrar em cada personagem de maneira magnífica. Afinal, é o sexto filme que Michael Caine colabora com Nolan, e o par Caine (Professor John Brand) e Anne Hathaway (Amelia Brand) contracenaram juntos em Batman o Cavaleiro das Trevas Ressurge, sem falar no papel de Matthew McConaughey (Cooper) e Matt Damon (Dr. Mann).


Fica a dica!! Interestelar, pois este é um daqueles filmes que após você assistir uma vez, sente a necessidade de assisti-lo novamente e indicar para seus amigos e parentes para terem aquela conversa (existencial) científica sobre irmos...para o infinito e além!!!

Referências:
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-114782/curiosidades/
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2014/11/1548517-veja-verdades-e-mitos-cientificos-no-filme-interestelar.shtml

domingo, 22 de março de 2015

Racismo à Brasileira


Estamos em pleno século XXI e o racismo ainda é um assunto muito discutido e vivido para muitas pessoas.
A figura ao lado cita a Lei n. 7.716 de 5 de Janeiro de 1989 assinado pelo José Sarney e Paulo Brossard, que no início deste ano completou 25 anos. Esta lei trata dos crimes resultantes da discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. De lá para cá surgiram outras ações contra o preconceito racial, como por exemplo, a Lei de Cotas em instituições de ensino para negros e indígenas, de 2012 e o Estatuto da Igualdade Racial de 2010.


Segundo o professor Luis Costa Pereira Junior, há um racismo “diferente” no Brasil, que se diz um povo nada racista. Mas ele ainda está presente em nosso povo, mascarado por outras formas de discriminação.
            Ao se perguntar as pessoas se elas são racistas elas dizem, de forma sincera, que não e que, se há racismo no Brasil é por grupos radicais, mas como disse Florestan Fernandes, o racista é sempre o outro!!
            Às vezes, me pego pensando como a cor da pele, ou a preferencia sexual ou religiosa pode afugentar certas pessoas! Como é difícil, para muitos, acreditar que somos todos iguais, pois em todas as pessoas, o sangue que corre nas veias é sempre vermelho. 


Recentemente assisti a um filme de Quentin Tarantino, de 2012, chamado Django Livre. O filme retrata uma parte da vida de Django, um escravo liberto que acompanha um Alemão caçador de Recompensas pelo Faroeste Americano em uma época onde o racismo saltava aos olhos das pessoas. Uma das passagens mais marcantes, em minha opinião, foi um diálogo entre o senhorio de escravos Calvin Candie, um fazendeiro produtor de algodão e o Dr. Schultz sobre a morte de um escravo negro, lutador de Mandingo, devorado pelos cães do Sr. Candie. O nome do escravo é D’Artagnan, mesmo nome de um dos jovens mosqueteiros. Abaixo o diálogo deles:

- Está chateado porque eu levei a melhor, não é? – disse senhorio Candie
Dr. Schultz responde:
- Na verdade estava pensando no pobre coitado que você deu p’ros cães comerem. O D’Artagnan. Estava pensando no que Dumas acharia disso!
- O que disse? – pergunta Calvin Candie.
- Alexandre Dumas, ele escreveu Os Três Mosqueteiros – respondeu o Dr. Schultz
- Eu sei disso Doutor! – Exclama Sr. Candie
 Dr. Schultz continua:
- É..imaginei que você fosse um admirador, por ter nomeado um escravo com o nome do personagem principal...Se Alexandre Dumas estivesse lá hoje, eu imagino que ele teria pensado...
- Acha que ele não aprovaria? Pergunta Calvin Candie
- Acho...a aprovação dele seria, no máximo, uma proposta imoral!! Responde Dr. Schultz.
- Hum...francesinho de coração mole!! Retruca Calvin Candie.
- Alexandre Dumas é negro!! Exclama Dr. Schultz.
  
Morgan Freeman, certa vez disse: “O dia em que pararmos de nos preocupar com a Consciência Negra, Amarela ou Branca e nos preocuparmos com a Consciência Humana, o racismo desaparece”

Língua Portuguesa ou Língua Brasileira?


Segundo o professor Aldo Bizzocchi, nosso idioma é a 5ª língua mais falada no mundo e um crescente interesse por ela se revela pelo aumento da importância economica, política e cultural do nosso país.

A história de nossa língua é baseada na história da evolução da língua portuguesa desde a sua origem, na península ibérica. O português, como chamamos, é a língua oficial falada em Portugal e em vários países de expressão portuguesa.


No que diz respeito aos aspectos fonéticos, morfológicos, léxicos e sintaxes, o idioma português é basicamente o resultado de uma evolução do latim vulgar trazido por colonos romanos no século III a.C., e de outros idiomas de menor expressão. O chamado português arcaico desenvolveu-se no século V d.C., após a queda do Império Romano e as invasões bárbaras, como um dialeto românico, conhecido como galego-português, que se diferenciou de outras línguas românicas ibéricas.

Esta língua foi usada em diversos documentos escritos desde o século IX, tornando-se, assim, uma linguagem madura no século XIII. No ano de 1290, este foi decretado, pelo rei D. Dinis I, como língua oficial do reino de Portugal. O avanço para o português moderno deu-se no renascimento, sendo o Cancioneiro Geral de Garcia de Resende (1516) considerado o marco do seu início. A normatização da língua foi iniciada em 1536, com a criação, por Fernão de Oliveira e João Barros, das primeiras gramáticas.

A partir do séc. XVI, com a expansão do período do descobrimento, história da língua portuguesa deixa de decorrer exclusivamente em Portugal, abrangendo o chamado português europeu e o português internacional. Em 1990 foi firmado um tratado internacional com o objetivo de criar uma ortografia unificada, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

Segundos estudiosos, a evolução da língua portuguesa europeia para a língua portuguesa brasileira, ou simplesmente língua brasileira apresenta uma dupla origem: os colonizadores e os criolos. Segundo Wasley Santos, quando os portugueses desembarcaram na costa brasileira, estima-se que havia aqui 1.200 povos indígenas, falantes de aproximadamente mil línguas diferentes. Além dessa diversidade étnica e lingüística, foram trazidos ainda cerca de 4 milhões de africanos de diversas culturas para trabalhar como escravos. Essa pluralidade lingüístico-cultural fortaleceu as bases da construção da identidade do português brasileiro. Isso se deu em detrimento dos interesses políticos e comerciais de Portugal, que tomara algumas medidas radicais, entre elas a proibição do uso das línguas gerais (diz-se da língua falada no Brasil colonial como língua de contato entre índios, portugueses e seus descendentes), e a imposição do português como língua oficial.

O contato entre indígenas, africanos e imigrantes vários que vieram de algumas regiões da Europa favoreceu o chamado multilingüísmo. Além da fase bilíngüe pela qual passara o português, o multilingüísmo contribuiu (e ainda contribui) para a formação identitária do português brasileiro.

Sendo assim, existe uma diferença entre língua portuguesa e língua brasileira? Há uma polêmica em torno deste assunto em muitos livros, visto que, quando o Brasil foi descoberto, nós tínhamos aqui várias “línguas brasileiras”, muitas delas inclusive já extintas. Aí que chegam os portugueses e instalam o português como o idioma oficial. Aos poucos vão havendo outras influências, como o africano dos escravos, o fluxo migratório com italianos, espanhóis, alemães, japoneses, dando novas configurações ao nosso idioma. Dessa forma, percebe-se a dificuldade para um falante de Portugal entender a fala de um brasileiro, e vice-versa. E essa é uma primeira possibilidade, que haja entendimento com algumas dificuldades, onde reconhecemos semelhanças, e aí não se justificaria falar em idioma brasileiro já que existe uma única estrutura. Existe uma segunda definição de idioma, que é uma definição cultural, que justificaria em se falar em língua brasileira na medida em que está em uma cultura brasileira, em que há valores diferentes da comunidade brasileira. Este sem dúvida é um assunto polêmico, mas a minha opinião é que a nossa língua é o português de expressão brasileira. Adaptamos o idioma, mas a estrutura sendo a mesma, não justifica uma nova língua.




SANTOS, W. História da língua portuguesa: formação e implantação de uma língua navegante. Disponível em http://meuartigo.brasilescola.com/portugues/%20historia-da-lingua-portuguesa.htm. Acesso em 14/09/14.

Ferramentas de Busca na Web: poderosas ferramentas

Sabe-se que existem diversas ferramentas de busca na web, as quais se tornam realmente poderosas quando sabe-se utilizá-la.
Embora tenhamos diversos sites de busca, como por exemplo, o Google, Google Acadêmico e Yahoo, sendo estes os mais conhecidos, e o Bing e Lycos, de pouco conhecimento da maioria das pessoas, é muito importante estabelecer mecanismos de busca para os recursos informacionais, sendo estes: delimitar o assunto a ser explorado, ter conhecimento da terminologia ou termos equivalentes e elaborar estratégias de busca. Outros grandes site de busca também são mundialmente utilizados e, talvez, pouco conhecidos dos brasileiros, sendo eles o Overture, Linktomi, LookSmart e FindWhat, mas sem sombra de dúvida, o Google é o buscador de informações mais utilizados pelas pessoas.


Segundo o site Mundo Estranho, mantido pela Editora Abril, disponível em www.mundoestranho.abril.com.br, todo site de busca tem um enorme banco de dados que serve de base para as pesquisas na rede. Isso é feito por programas chamados "robôs" ou "aranhas", que varrem a internet e gravam o texto de todos os sites que encontram, num ritmo de algumas centenas de páginas por segundo. O programa de busca guarda informações como a posição de cada palavra nos sites varridos e o tamanho em que ela aparece.

Embora os buscadores funcionem da mesma maneira, a ordem dos recursos informacionais listados não são as mesmas, o que sugere o uso das ferramentas avançadas de busca, o qual o usuário pode refinar sua pesquisa e podendo encontrar informações mais precisas sobre um determinado assunto utilizando os operadores booleanos. E ainda, é importante manter o registro da busca, para que se tenha um histórico de busca.

É claro que, os assuntos pesquisados, dependendo dos sites de busca não apresenta uma confiabilidade dos recursos informacionais encontrados, pois assim, como na Imagem inicial deste texto, sugere usar o Google antes de fazer uma pergunta “idiota”, pois por mais informações que exista na web o bom senso no que se refere as informações faz-se sempre necessário.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Homenagem ao Dia das Bruxas: a química da bruxaria

Neste post, em homenagem ao Halloween, trago um vídeo do Canal Fala Química (Fala Química) sobre as principais moléculas da Bruxaria, como os alcalóides tropano, e moléculas como escopolamina, reserpina e até efedrina, molécula utilizada até hoje. E por que os sapos eram um de seus  principais ingredientes em certas "poções"

As bruxas eram capazes de preparar poções do sono profundo, do amor e da morte e ainda o famoso unguento para voar 

A vassoura era indispensável para a bruxa voar
Aliás, a palavra Halloween é derivado de All hallow's Evening, que tem como significado "Noite de todos os Santos". Sua origem tem cerca de 3000 anos na cultura céltica e diz a lenda que nesta noite, os mortos retornam ao mundo dos vivos para pegar suas almas com fortes ameaças. Por isso a tradição de pedir doces.

O uso de máscaras pelas pessoas seriam uma forma de afugentar os maus espíritos e a tradicão da abóbora tem origem na lenda irlandesa de Jack O'Lantern, um homem que convidou o diabo para tomar um "drink" em sua casa na Noite de Todos os Santos e, finalmente, terminou no inferno.

Já as velas no Dia das Bruxas são uma importante simbologia, uma homenagem dos aldeões para os mortos para impedir pesadelos...

Neste vídeo, saibam por que as bruxas eram capazes de voar em suas vassouras!!

Curtam o vídeo e Happy Halloween:



quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Dicas de Conhecimento Unifeb

Olá pessoal. Na semana passada, fomos convidados a gravar algumas aulas-dica para os alunos que prestarão o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Esta é uma proposta do UNIFEB na prestação de serviço para toda a comunidade chamado "Dicas de Conhecimento"

Fiquei muito feliz com o convite, e lá estávamos, em uma quarta-feira pela manhã, juntamente com meu parceiro José Marcelo, o professor Salmem e o Vágner para gravar aulas-dica de Química  e Física e como na imagem abaixo, foi Show de Bola!!!
Bastidores da Gravação do "Dicas de Conhecimento" do UNIFEB

Foi uma grande experiência gravar em um estúdio profissional, com aquele fundo verde, chamado "Chroma Key" onde não há nada além dele. As imagens e fundos são adicionados por computadores. Se futuramente os produtores puderem mostrar o Making off das gravações, seria muito legal!!

Enquanto você está gravando as aulas, que no meu caso, foram duas, uma sobre metais de sacrifício e outra sobre a distribuição eletrônica e a Tabela Periódica, não tínhamos a dimensão do resultado final que ficou muito legal, o qual vocês podem conferir clicando na imagem abaixo.


Espero que tenham gostado!!

Dia do Professor: Uma breve história da minha carreira

Hoje, comemora-se o Dia do Professor. Profissão esta que acabou me escolhendo pois não imaginava esta profissão para mim, apesar de minha mãe ter exercido esta profissão por muitos anos e meu pai ter formado em Licenciatura em Química e Matemática.

Quando fui escolher minha carreira para o vestibular tentei Engenharia Mecânica na Unesp de Ilha Solteira...por uma infelicidade, acabei não entrando por ter zerado na prova de inglês. Mas tudo bem, por certos motivos, acabei decidindo cursar Licenciatura e Bacharel em Química...e acreditem, fiz esta escolha influenciado por professores, o professor Conde e a professora Ana Leonor (Nonô). Como sempre gostei de química, transformação, reações explosivas, decidi então encarar o desafio.

Entrei em Química no UNIFEB no ano de 1997, primeiramente no curso de Licenciatura. Me apaixonei pelo curso e decidi que queria seguir a carreira acadêmica. Enquanto cursava licenciatura em química, fiquei maravilhado com o Instituto de Química da Unesp em Araraquara.

Uma das passagens mais marcantes para que eu decidisse cursar Pós-Graduação foi quando eu estava trabalhando no antigo Frigorífico Anglo SA, como analista de laboratório, e num certo dia rotineiro no laboratório, conversando com outro analista, que era formado em Química pela FEB (antiga Unifeb), perguntei se ele tinha vontade de cursar Mestrado e Doutorado. Com toda simplicidade ele me respondeu não teria condições de fazer por ser formado na Feb, que seria muito difícil e que ali estava bom tamanho para ele.

Aquela resposta ficou por muito tempo na minha cabeça...aquela rotina de laboratório estava começando a me incomodar. Claro que, muitos gostam desta rotina de laboratório. Mas eu, não vi perspectiva de crescimento nesta empresa. Conversando com o professor Jeosadaque Sene, fui envolvido pela sua narrativa empolgante de cursar mestrado e doutorado, já que ele próprio havia feito. Não esqueço suas palavras: "Vá e faça, o mestrado abrirá sua mente, ampliará sua concepção de química, de ciência"

Terminei a Licenciatura em Química e já estava decido fazer mestrado, mesmo com as palavras de desânimo daquele analista na minha mente e com o incentivo de meu professor. Por ironia do destino entrei no Curso de Mestrado em Ciências de Materiais no Departamento de Física e Química da Unesp de Ilha Solteira, o primeiro lugar que eu já quis estudar.

Lá, tive um grande orientador, o Prof. Victor Ciro, um peruano que confiou em meu trabalho e como químico, me deu o trabalho de desenvolver filmes finos com possível aplicação em células solares utilizando um método químico de deposição. Aprendi muito com este professor orientador o qual conversávamos sobre tudo, desde filme fino até músicas peruanas.

Não posso dizer que foi fácil, tive de estudar muito, mas consegui terminar o Curso, defendendo minha Dissertação dois anos e quatro meses após meu ingresso. Como lá ainda não havia curso de Doutorado, decidi procurar outra instituição. Conversando com o professor Cláudio Carvalho, me indicou um orientador na Unesp de Araraquara...olha o destino novamente agindo de formas misteriosas!

Em meados de 2002, estava matriculado no curso de Doutorado em Química sendo orientado por um dos maiores autoridades na área de Cerâmica. Em Araraquara, cursei a disciplina de Química Analítica como estágio docência com outra celebridade: o professor Massao Ionashiro, considerando um dos maiores químicos analíticos da América Latina. Com todo seu conhecimento em química e análise térmica e por sua simplicidade de levar a vida, levo até hoje alguns de seus conselhos dados durante uns e outros cafézinhos na cantina do Diretório Acadêmico.

Em 2005, bem na metade do curso de Doutorado, surgiu a oportunidade de lecionar a Disciplina de Físico-Química para o curso de Bacharelado em Química Tecnológica no atual UNIFEB. Fui aprovado no processo seletivo público e comecei esta jornada de professor universitário na mesma instituição onde tudo começou para mim.

Estou no UNIFEB há 9 anos e ainda leciono em uma escola de ensino médio e fundamental, o Colégio Carlos Drummond de Andrade. Já colhi muitos bons frutos nesta carreira que, de uma forma ou de outra, nunca há rotina, e como disse meu amigo e professor José Marcelo, estar na sala de aula, nossa mente nunca envelhece.

Como se tudo isso já não bastasse, o destino trouxe para minha vida uma pessoa maravilhosa, minha esposa...que também é professora de educação fundamental.

Em minha última colação de grau, na qual fui homenageado, recebi um presente em que nele estava escrito: "Um professor sempre afeta a eternidade. Ele nunca saberá onde sua influência termina - Henry Adams"

Agradeço as influências de minha mãe, primeiramente, e de meus mestres os quais tive o privilégio de ser tocado por esta profissão e Feliz dia dos Professores!!

Esta foi a minha história. Qual é a sua?

Professor Norberto Amsei

sábado, 11 de outubro de 2014

Proposta Projeto Interdisciplinar PIBID: Pluviômetro

Neste "post", trago uma proposta de trabalhar o conteúdo de ciências e matemática no PIBID para o Projeto Interdisciplinar. Esta proposta foi apresentada e discutida com os alunos bolsistas em uma de nossas reuniões.

Pluviômetro comercial









Pensando em utilizar o conhecimento matemático no ensino de ciências, propomos a elaboração de um Pluviômetro utilizando material alternativo. E não somente a construção do equipamento para medir o índice pluviométrico, mas também discutir o uso da matemática na interpretação dos resultados.

Basicamente, o pluviômetro é um equipamento utilizado para medir a quantidade de chuva em uma determinada região por um determinado período. Os pluviômetros comerciais, são cilíndros ou cones graduados, o qual já permite a leitura dos "milímetros" de água de chuva.

A proposta do projeto é construir um pluviômetro com garrafas descartáveis de PET e estabelecer os cálculos matemáticos para se chegar no mesmo resultado dos pluviômetros comerciais.

É claro que é necessário o entendimento desta unidade de medida para a quantidade de chuva. O que significa este "milímetro" de chuva, já que milímetro é uma unidade de comprimento e a água de chuva pode ser melhor medida em volume?

Vamos explicar, como foi mostrado em nossa última reunião:


De acordo com as informações acima, a unidade de milímetro de chuva equivale a altura da coluna de água em uma área 1 m2 . Considerando uma área de 1 m x 1 m, o volume de água necessário para subir a coluna em 1 mm equivale a 1,0 L. Assim, temos:



 Na primeira situação, poderíamos utilizar uma garrafa de PET. Fazendo um corte na região superior, e invertendo ao "funil" na garrafa, poderíamos coletar a quantidade de água da chuva, sem se preocupar com a área de coleta ou com o formato da garrafa. 

Seria necessário, somente, um recipiente para fazer a leitura do volume de água, podendo ser, por exemplo, uma proveta ou qualquer recipiente graduado em volume. 

No exemplo acima, suponha um volume de 500 mL coletados após um dia de chuva. 500 mL de água seria suficiente para, em uma área de 1 m2, obter uma altura de 0,5 mm.

Em uma segunda situação, poderíamos dimensionar a área de coleta de água, conforme mostrado na imagem abaixo:


Nesta situação, seria necessário um recipiente de formato cilíndrico regular. Para isso, sua base deverá ser preenchida com cimento, formando assim, um cilindro regular. Em seguida, uma régua, do tipo escolar, é fixada na garrafa. O a base da garrafa, na região plana, seria o marco de 0 cm da régua. 

Considerando o diâmetro da garrafa (área de coleta) de 10 cm, o que na verdade é mais ou menos este valor para garrafas de 2L, calcula-se a área de coleta, que dos cálculos acima é de 78,54 cm2

Supondo que a quantidade de chuva coletada em um dia marque 10 cm de altura, o volume calculado de água seria 785,4 cm3. Este volume corresponde a 0,7854 L. Este volume, em uma área de m2, formaria uma coluna de aproximadamente 0,785 mm. 

Desta maneira, pode-se estabelecer uma equação matemática que relaciona a altura da coluna de água na garrafa PET por meio da leitura da régua em função do Índice Pluviométrico (I.P.):

Recomenda-se instalar o pluviômetro a uma altura de 1,5 m do solo em um área bem aberta. Não instale debaixo de árvores ou próximo à muros e construções.

Sugestão de instalação do pluviômetro
Assim, é possível trabalhar com os alunos função matemática, construção e interpretação de gráficos e tabelas. E ainda, fazer um comparativo com os índices pluviométricos obtido das agências de meteorologia, encontrado em diversos endereços eletrônicos. 

Bom pessoal, é esta a proposta de se trabalhar um conteúdo interdisciplinar para meus alunos do PIBID-UNIFEB.


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Idiocracia

Esta semana no Colégio, os alunos puderam assistir o filme Idiocracia. Uma comédia, mas com uma mensagem muito interessante sobre o futuro da humanidade. No filme, Joe Bowers participa de uma experiência de hibernação em câmara de criogenia. Entretanto, ao acordar 500 anos depois, encontra uma sociedade "emburrecida". Como o homem mais inteligente do mundo, apesar de seu QI mediano, se vê na condição de consertar as coisas. 

Após a exibição filme e em um momento de reflexão sobre o impacto das novas tecnologias para o futuro da humanidade, os alunos fizeram uma resenha, ou um texto que expressasse suas opiniões. Abaixo, pode-se notar que eles tiveram esta percepção e uma aluna do 9° ano redigiu este texto:

"Em minha opinião, o filme mostra a realidade sobre o futuro. Hoje em dia tem sempre aqueles que não estudam, mas também tem algumas que “salvam” e estudam, mas no futuro a tecnologia vai ser muito avançada, que as pessoas não vão querer perder tempo estudando se elas podem estar jogando, trocando mensagens, etc.. Se a tecnologia de hoje em dia, que não é tão boa assim, já deixa as pessoas sem estudar, sem tempo pra abrir um livro e ler, imagina com a tecnologia do futuro, que vai estar muito mais avançada.
No filme Idiocracia, a pessoa com o QI baixo (nos dias atuais), no futuro esta com o QI muito alto, o mais alto de todos, por quê? Porque as pessoas se deixaram levar pela tecnologia e esqueceram os estudos para trás. Não podemos dizer que a tecnologia é ruim, pois usamos a tecnologia para quase tudo que fazemos. Se pararmos para pensar, assistimos aulas online, aulas com slides, etc...
Hoje ninguém liga de jogar lixo na rua “ah um lixinho aqui não vai fazer diferença”, sim claro que vai, no futuro... Ninguém pensa no futuro, e só começam a pensar quando começa a perceber que esta perdendo. A água desperdiçada que todos não dão valor no futuro irá fazer diferença, não vai existir água, sem água não tem vegetação, plantio, a final não vai existir natureza.
Como uma pessoa com o QI baixo, consegue no futuro arrumas todas as coisas que as pessoas conseguiram acabar, não teria que ser ao contrário? As pessoas “do futuro” arrumar e acabar com os problemas do passado? A realidade é essa, se ninguém arrumar agora não vai ser depois que ira mudar.
Acho que o filme pode mudar o pensamento de algumas pessoas, pois ele mostra a realidade mesmo, o mundo só tende a perder e não a ganhar, e ninguém para pra tentar arrumar isso, pra se ter um futuro melhor, pois não vamos ser nos que vamos estar presentes no futuro então... ninguém quer resolver os problemas dos outros não é mesmo?
Vamos parar um pouco para pensar no futuro, tentar acabar com um problema que está só começando, que é bem mais fácil que um problema já terminado, que não tem mais solução.
            Vamos tentar ter um futuro com água, natureza, sem pilhas de lixos, com uma boa tecnologia para aproveitarmos com moderação, temos tudo para ter um futuro como queremos"

Ana Luiza Molezini Rezende 
Aluna do 9° ano